terça-feira, 6 de agosto de 2013

FUTEBOL FEMININO DO BRASIL ,NA TERRA DO TIO SAN...



06/08/2013 12h02 - Atualizado em 06/08/2013 14h21

Joia brasileira, menina joga pelos EUA e descarta atuar com amarelinha

Carmel Oliveira é convocada para seleção feminina sub-15 dos Estados Unidos e sonha em se tornar a melhor jogadora do mundo

Por SporTV.com Rio de Janeiro
Comente agora
O chute forte de canhota e a habilidade de uma menina de 13 anos com a bola têm impressionado os Estados Unidos. O talento de Carmel Oliveira nos gramados já renderam até uma convocação para a seleção sub-15 do país. A menina, que deixou o Brasil para se aprimorar no esporte, comemora o feito e sonha em seguir os passos da atacante Marta e se tornar a melhor jogadora do mundo. Porém, se isso acontecer, Carmel estará vestindo a camisa do time americano, já que a menina descarta a possibilidade de jogar pela seleção brasileira (assista ao vídeo).
- Não volto para cá para jogar na seleção brasileira. Lá é o meu lugar e lá eu vou ficar. Por que lá me deram essa oportunidade e vou seguir com ela - afirmou a menina.
Carmel sonha em se tornar a melhor jogadora do mundo (Foto: Reprodução SporTV)Carmel sonha em se tornar a melhor jogadora do mundo (Foto: Reprodução SporTV)
Foi a falta de incentivo que fez com que a jovem jogadora deixasse o país onde nasceu para treinar em outro país. Com melhor estrutura para o futebol feminino nos Estados Unidos, Carmel tem uma rotina puxada. Ela treina três vezes por semana e disputa campeonatos em todos os finais de semana. Se destacando entre jogadores bem mais altas. Até quando está de férias em sua cidade natal, no Rio de Janeiro, ela mantém a forma física. Tudo para continuar em alto nível. Para o pai de Carmel, José Roberto Oliveira, a filha está no lugar certo.
- Lá, realmente, tem uma estrutura grande e oferecem oportunidade não só na seleção de futebol, mas também nas faculdades, colégios. Eles dão oportunidade de estudo. Então é o lugar para uma atleta de alto nível - disse José Roberto.
Carmel encanta os americanos com seu talento com a bola (Foto: Reprodução SporTV)Carmel encanta os americanos com seu talento com
a bola (Foto: Reprodução SporTV)
Desde que chegou ao país em 2009, o futebol de Carmel só evoluiu e ela foi convocada quatro vezes para defender a seleção americana em amistosos. Quando conseguir sua dupla cidadania, que deverá sair em pouco tempo, ela poderá atuar também em partidas oficiais. Mas, apesar de ser lapidado pelos americanos, o talento natural da menina será sempre brasileiro.
- Quando ela faz uma jogada de efeito na América, eles falam: "Ela faz isso porque é brasileira". Isso é muito importante para nós. A gente não esquece nunca disso - revelou o pai de Carmel.
O momento do futebol feminino é delicado no Brasil. Após o encerramento da equipe do Santos, em janeiro de 2012, as antigas Sereias da Vila se viram desempregadas e sem local para treinar. Apenas dez atletas chegaram a integrar o time do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP) de São Paulo. A maior jogadora brasileira da história, Marta - que jogou pela equipe feminina do Santos - sempre reclamou da falta de apoio ao futebol feminino no Brasil.
Recentemente, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, cobrou do presidente da CBF, José Maria Marin, uma maior atenção com a categoria. O ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, disse que já existe uma conversa sobre o assunto com a CBF e que se procura um caminho para valorizar o futebol feminino.

FUTEBOL FEMININO BRASILEIRO NA TERRA DO TIO SAN...



06/08/2013 12h02 - Atualizado em 06/08/2013 14h21

Joia brasileira, menina joga pelos EUA e descarta atuar com amarelinha

Carmel Oliveira é convocada para seleção feminina sub-15 dos Estados Unidos e sonha em se tornar a melhor jogadora do mundo

Por SporTV.com Rio de Janeiro
Comente agora
O chute forte de canhota e a habilidade de uma menina de 13 anos com a bola têm impressionado os Estados Unidos. O talento de Carmel Oliveira nos gramados já renderam até uma convocação para a seleção sub-15 do país. A menina, que deixou o Brasil para se aprimorar no esporte, comemora o feito e sonha em seguir os passos da atacante Marta e se tornar a melhor jogadora do mundo. Porém, se isso acontecer, Carmel estará vestindo a camisa do time americano, já que a menina descarta a possibilidade de jogar pela seleção brasileira (assista ao vídeo).
- Não volto para cá para jogar na seleção brasileira. Lá é o meu lugar e lá eu vou ficar. Por que lá me deram essa oportunidade e vou seguir com ela - afirmou a menina.
Carmel sonha em se tornar a melhor jogadora do mundo (Foto: Reprodução SporTV)Carmel sonha em se tornar a melhor jogadora do mundo (Foto: Reprodução SporTV)
Foi a falta de incentivo que fez com que a jovem jogadora deixasse o país onde nasceu para treinar em outro país. Com melhor estrutura para o futebol feminino nos Estados Unidos, Carmel tem uma rotina puxada. Ela treina três vezes por semana e disputa campeonatos em todos os finais de semana. Se destacando entre jogadores bem mais altas. Até quando está de férias em sua cidade natal, no Rio de Janeiro, ela mantém a forma física. Tudo para continuar em alto nível. Para o pai de Carmel, José Roberto Oliveira, a filha está no lugar certo.
- Lá, realmente, tem uma estrutura grande e oferecem oportunidade não só na seleção de futebol, mas também nas faculdades, colégios. Eles dão oportunidade de estudo. Então é o lugar para uma atleta de alto nível - disse José Roberto.
Carmel encanta os americanos com seu talento com a bola (Foto: Reprodução SporTV)Carmel encanta os americanos com seu talento com
a bola (Foto: Reprodução SporTV)
Desde que chegou ao país em 2009, o futebol de Carmel só evoluiu e ela foi convocada quatro vezes para defender a seleção americana em amistosos. Quando conseguir sua dupla cidadania, que deverá sair em pouco tempo, ela poderá atuar também em partidas oficiais. Mas, apesar de ser lapidado pelos americanos, o talento natural da menina será sempre brasileiro.
- Quando ela faz uma jogada de efeito na América, eles falam: "Ela faz isso porque é brasileira". Isso é muito importante para nós. A gente não esquece nunca disso - revelou o pai de Carmel.
O momento do futebol feminino é delicado no Brasil. Após o encerramento da equipe do Santos, em janeiro de 2012, as antigas Sereias da Vila se viram desempregadas e sem local para treinar. Apenas dez atletas chegaram a integrar o time do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP) de São Paulo. A maior jogadora brasileira da história, Marta - que jogou pela equipe feminina do Santos - sempre reclamou da falta de apoio ao futebol feminino no Brasil.
Recentemente, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, cobrou do presidente da CBF, José Maria Marin, uma maior atenção com a categoria. O ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, disse que já existe uma conversa sobre o assunto com a CBF e que se procura um caminho para valorizar o futebol feminino.

sábado, 3 de agosto de 2013

TABELA DA COPA ZICO DE FUTEBOL FEMININO...

Copa Zico 10 começa com 32 jogos, neste fim de semana, envolvendo times Sub-13 e Sub-15

 02/08/2013 - 20:49h - Atualizado em 02/08/2013 - 20:59h
Competição entre comunidades pacificadas envolve mais de duas mil crianças divididas em 128 times


Copa Zico 10 tem início neste sábado (03/08) em oito comunidades sedes / Foto: Marcelo Santos
 
Serão dois meses de gols e belas jogadas. Neste sábado (03/08), a partir das 10h, começa a Copa Zico 10. Até outubro, 2.048 crianças de 32 comunidades disputam a primeira edição do torneio. Ao todo, serão 252 partidas com jogadores divididos em 128 times. A Copa Zico 10 recebe o apoio da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer por meio da Lei de Incentivo de Esporte. Neste fim de semana, entram em campo as categorias Sub-13 e Sub-15. A partir do dia 10 de agosto, é a vez dos meninos da Sub-17 e das meninas (aberto) começarem a caminhada na busca do troféu.
 
A expectativa é grande para a equipe da Rocinha. O time da casa recebe o Batan, no Complexo Esportivo da comunidade, pela categoria sub 13. Em seguida, os meninos da Taquara enfrentam o time da CDD. Os mesmos confrontos se repetem e são válidos pela sub 15. Já na Zona Norte, o que chama a atenção é o clássico Salgueiro x Mangueira. Comunidades conhecidas pelas famosas escolas de samba, quem vai show desta vez será o futebol. A Tijuca, bairro tradicional da região, será representada na disputa entre Formiga e Alto da Boa Vista.
 
A fase de grupos segue nos próximos sábados – 10, 17 e 24 de agosto e 7 e 14 de setembro e o mata-mata será nos dias 21 e 28 de setembro e 5 de outubro. A grande final acontecerá no Dia das Crianças (12 de outubro), no Centro de Futebol Zico (CFZ), no Recreio dos Bandeirantes.
 
Entre 19 de agosto e 11 de outubro, haverá ainda oficinas de Arbitragem, Técnico de Futebol, Preparação Física, Jornalismo Esportivo e Locução Esportiva para os participantes, sempre das 19h às 21h, na Rocinha, Borel, São João, Fé e Prazeres. A Copa Zico 10 é realizada em oito sedes que já contam com unidades de Polícia Pacificadora (UPP): Rocinha, Vidigal, Salgueiro, Providência, Prazeres, São João, Borel e Fé. As equipes serão divididas nas categorias Sub-13, Sub-15 e Sub-17 (masculino) e Open (feminino) – os melhores jogadores da Sub-17 formarão uma seleção que irá disputar campeonatos internacionais no final do ano.

Confira abaixo a programação da primeira rodada da Copa Zico 10 (3 de agosto):


Sub 13 / Sub 15
 
Grupo A
Comunidade sede: Rocinha / Local: Complexo Esportivo da Rocinha (Rua Berta Lutz, 84)
10 horas – Rocinha x Batan
11 horas – Taquara x CDD
12 horas – Rocinha x Batan
13 horas – Taquara x CDD

Grupo B
Comunidade sede: Vidigal / Local: Vila Olímpica do Vidigal (Av. Presidente João Goulart – alto da comunidade)
10 horas – Vidigal x Chapéu Mangueira
11 horas – S.Cruz XXIII x Fazendinha
12 horas – Vidigal x Chapéu Mangueira
13 horas – S.Cruz XXIII x Fazendinha

Grupo C
Comunidade sede: Providência / Local: Vila Olímpica da Gamboa (Rua União, s/n – Gamboa – atrás da Cidade do Samba)
10 horas – Providência x São Carlos
11 horas – Santa Marta x Andaraí
12 horas – Providência x São Carlos
13 horas – Santa Marta x Andaraí

Grupo D
Comunidade sede: Prazeres / Local: Campo de grama sintética no alto da comunidade (Rua Gomes Lopes, 12)
10 horas – Prazeres x Fallet
11 horas – Caju x Nova Holanda
12 horas – Prazeres x Fallet
13 horas – Caju x Nova Holanda

Grupo E
Comunidade sede: Salgueiro / Local: Campo de grama sintética no alto da comunidade (Rua Francisco Graça, s/n – Tijuca)
10 horas – Salgueiro x Mangueira
11 horas – Formiga x A.Boavista
12 horas – Salgueiro x Mangueira
13 horas – Formiga x A.Boavista

Grupo F
Comunidade sede: Borel / Local: Campo em frente a UPP (UPP: Estrada da Independência, s/n)
10 horas – Borel x Turano
11 horas – Tuiuti x Ancheita
12 horas – Borel x Turano
13 horas – Tuiuti x Ancheita

Grupo G
Comunidade sede: Fé / Local: Campo ao lado da UPP (Rua Maturacá, Campo da Fé - em frente ao n° 423, rua à direita antes do Olimpo, passa o Clube Melo e vai em frente)
10 horas – Fé x Paciência
11 horas – Realengo x Dende
12 horas – Fé x Paciência
13 horas – Realengo x Dende

Grupo H
Comunidade sede: São João / Local: Vila Olímpica do Sampaio (R. Conselheiro Jobim, 411 - Engenho Novo )
10 horas – São João x Jacarezinho
11 horas – Macaco x Vila Aliança
12 horas – São João x Jacarezinho
13 horas – Macaco x Vila Aliança

 




sábado, 13 de julho de 2013

A HORA E A VEZ DO FUTEBOL FEMININO...

Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino
Imagem meramente ilustrativa.
Está para ser anunciado o 1° Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino com realização do Ministério do Esporte e da Caixa Econômica. A CBF apenas dá a chancela para que a competição aconteça.

Este é o primeiro passo para uma reformulação de como é visto e tratado o futebol feminino no cenário nacional. A intenção do Ministério do Esporte é tornar a modalidade um desporto de excelência e planeja diversas ações nos bastidores que serão divulgadas quando estiverem sendo de fato implementadas.

Não é de hoje que se espera uma modalidade forte, justa e respeitada, sendo cuidada desde sua base até o alto rendimento, assim como não era de hoje que o Ministério do Esporte buscava um entendimento com a federação nacional de futebol que vinha relutando para aceitar qualquer tipo de acordo no que dizia respeito ao esporte feminino.

Depois de muitas tentativas de negociação a CBF deu a chancela para esta competição e o que se espera é que seja o primeiro passo de uma parceria amistosa onde o principal objetivo seja o futebol feminino brasileiro. Para isso a administradora do futebol nacional precisará ser mais maleável e muito mais bem intencionada em desenvolver a modalidade.

Após a declaração de Joseph Blatter de que o Brasil "precisa se dedicar mais ao seu futebol feminino" a CBF tomou a decisão de dar a chancela para a competição nacional, chancela essa que já vinha sendo solicitada há alguns meses por parte do governo federal. Durante a coletiva de Blatter o Ministro do Esporte declarou que já havia conversado com a FIFA sobre a modalidade.

Ministro do Esporte Aldo Rebelo e Blatter já conversaram sobre a modalidade
na última reunião na sede da FIFA.

Hoje, apesar dos muitos patrocinadores oficiais da Seleção Brasileira, não há um plano de transparência que indique o quanto destes valores é destinado ao futebol feminino, assim como os direitos de transmissão das competições, e a impressão que se tem é de que o futebol feminino é uma peça de "brinde" para os patrocinadores e de que nenhum ou quase nenhum dinheiro acaba sendo revertido para ações de desenvolvimento da modalidade.

Todas as pessoas interessadas no crescimento e respeito do futebol feminino no Brasil esperam que mais novidades possam surgir e que a Entidade de Administração do Futebol brasileiro passe a investir financeiramente na modalidade, pois a mesma assim como seus patrocinadores até o momento não investirão nenhum centavo no Campeonato Brasileiro e outras competições.

Seria interessante também ter uma gerencia específica para o futebol feminino brasileiro.

Sobre a fórmula de disputa, clubes participantes, data e detalhes da competição, só entrarei em detalhes após o anúncio oficial da competição por parte dos organizadores: Ministério do Esporte e Caixa.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

MAIS UMA VEZ É O FUTEBOL FEMININO QUE PAGA A CONTA...ATÉ ONDE IREMOS NESSE SILÊNCIO...


Atletas de Seleção buscam apoio para receber salários e manter time


Helder JúniorSão Paulo (SP)

Algumas das principais jogadoras da Seleção Brasileira de futebol feminino ficaram sem receber salários em 2013, a três anos das Olimpíadas do Rio de Janeiro. Continuaram a treinar e levaram o time do Centro Olímpico, de São Paulo, até as semifinais da Copa do Brasil – enquanto paralelamente se encarregavam de buscar (por conta própria) novas parcerias para a equipe, que perdeu o suporte financeiro de seus quatro patrocinadores com a mudança de gestão municipal e ainda convive com a ameaça de deixar de existir.
“Isso tem nos afetado muito. Sobrevivemos do futebol. Muitas vezes, nossas famílias dependem da gente. Nossas contas estão atrasadas. Alguns projetos, como estudar, foram adiados. Tudo está sendo prejudicado pela falta de patrocínio e, consequentemente, de salários”, desabafou a jovem volante Esterzinha, bicampeã sul-americana sub-20 pela Seleção Brasileira (2008 e 2010), em entrevista para a Gazeta Esportiva.net. “O fim do Centro Olímpico está perto. Se não conseguirmos mais patrocinadores, perderemos jogadoras e a equipe poderá acabar. Estamos temerosas.”
O receio de Esterzinha é justificável – ainda que a Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo (Seme), responsável pela administração do Centro Olímpico, negue o risco de extinção do seu time profissional de futebol feminino. Há pouco mais de um ano, a jogadora vivenciou a experiência de ficar desempregada com o término da vitoriosa equipe administrada pelo Santos. “Sei o quanto é difícil conseguir patrocinadores para o futebol feminino. Isso só vai mudar quando as autoridades olharem com mais carinho para a modalidade. Os grandes clubes deveriam manter categorias de base, com investimento. Além disso, precisamos de apoio da mídia, já que nada funciona sem visibilidade.”
Fernando Dantas/Gazeta Press
Estrelas foram apresentadas com pompa pelo Centro Olímpico em 2012; time ficou sem salários em 2013
Em 2012, a Seme havia angariado apoio suficiente para contratar muitas das estrelas que defendiam o Santos. Da Vila Belmiro, vieram jogadoras como Érika, Maurine, Calan, Gabi, Raquel, Janaína, Kelly, Chu, Paula e Karen, além de Esterzinha. Outras atletas de Seleção Brasileira, como a goleira Tháis Picarte, a zagueira Andréia Rosa e a experiente Rosana, também reforçaram o Centro Olímpico. Aquele elenco foi apresentado com pompa, em meio a promessas de incentivo da iniciativa privada que tinham como meta principal os Jogos Olímpicos de 2016. O discurso dos empresários não resistiu a uma nova administração na Prefeitura de São Paulo.
“Eram os patrocinadores que pagavam os salários das jogadoras e da comissão técnica. Com a troca da gestão política, ficamos sem o apoio dessas empresas, que eram associadas a outro partido”, explicou a atacante Rosana, mais uma que tem sofrido com a crise do Centro Olímpico. “Não recebemos salários exorbitantes, como acontece no futebol masculino. Longe disso. Sendo assim, o dinheiro faz muita falta. A maioria das atletas não tem outros recursos e precisa se alimentar e ajudar a pagar as contas de casa com esses salários. Estamos muito preocupadas”, complementou a jogadora, medalhista de ouro nos Jogos Pan-americanos de 2007 e de prata nas Olimpíadas de 2004 e 2008.
O problema é tamanho que as jogadoras do Centro Olímpico acrescentaram uma nova tarefa à rotina de jogos e treinamentos. “A maioria das nossas atletas está se empenhando para conseguir os patrocínios necessários para manter o time. É difícil e até chato a gente bater de porta em porta nas empresas, mas, sem isso...”, suspirou a volante Mayara, reconhecendo a falta de talento para negociar com empresários. “Na verdade, a gente nem sabe direito como ir atrás dessas coisas. As meninas têm contatos de pessoas que têm os seus próprios contatos nas empresas. Fica um pouco complicado”, lamentou.
Fernando Dantas/Gazeta Press
A experiente Rosana é uma das jogadoras que correm em busca de patrocínios por conta própria
Aos 30 anos, Rosana lembrou que a missão de angariar apoio não é exclusividade das maiores destaques da equipe. “Todas as jogadoras estão imbuídas. A Secretaria também nos diz que está o tempo todo correndo atrás de novos patrocinadores. Não tem sido fácil, talvez pelo fato de a mídia não divulgar tanto o futebol feminino, embora já tenhamos conquistado medalhas expressivas em Olimpíadas e Mundial”, comentou. Para Esterzinha, o esforço da Seme e de suas companheiras deverá ser em vão. “Estamos, sim, em busca de novos patrocinadores, mas a nossa urgência não corresponde ao tempo que as empresas precisam para ver se podem ajudar. E ninguém quer investir em uma modalidade que não tem muita visibilidade.”
Para minimizar a crise, a Seme informou recentemente ao elenco do Centro Olímpico que alinhavou acordo com um patrocinador – o que não será suficiente para arcar com toda a folha salarial do time. “Temos um grupo muito qualificado, que deverá perder algumas de suas peças principais. Infelizmente”, previu o técnico Arthur Elias, lembrando que a equipe não precisa de um aporte exagerado de recursos. “A gente consegue pagar todo o mundo aqui com o salário de um cara que erra passes de cinco metros no futebol masculino... Estou brincando!”, comparou, rindo.
Apesar de encarar a situação com bom humor, Arthur Elias, de fato, tem grandes chances de ficar sem algumas de suas comandadas. Conforme Rosana advertiu: “A Secretaria adotou a posição de que o time não vai acabar, mas tememos que a maioria das jogadoras não consiga esperar e aceite propostas de outras equipes enquanto a situação não é resolvida. Consequentemente, uma equipe muito talentosa seria desfeita. E o maior problema de todos: se o time terminar, nem todas nós teremos espaço em outros lugares, já que os elencos estão praticamente formados para o Campeonato Paulista”.
Mayara é uma das atletas que já cogitam deixar o Centro Olímpico. “Vou tentar ajudar o time a conseguir os patrocínios que estão faltando da forma que for possível, mas preciso procurar outras coisas para a minha carreira enquanto isso. O Campeonato Paulista está para começar, e existe uma indefinição aqui. Muitas meninas não sabem direito o que fazer”, contou a volante, que iniciou carreira nos Estados Unidos, onde o futebol feminino chega a superar o masculino em valorização, e passou pelo Foz Cataratas-PR antes de dar sequência à trajetória em São Paulo.
Já Arthur Elias não pretende sair do Centro Olímpico. “Desde que o projeto continue caminhando para a frente, sendo vencedor, com apoio...”, condicionou o técnico. “Mas não acho que o nosso time vá acabar. Estou aqui há três anos, desde quando não havia o planejamento para o futebol feminino. Agora que nos tornamos uma referência na modalidade, a minha ideia é investir um pouco mais de tempo no projeto que ajudei a construir. Temos grandes jogadoras, possibilidade de títulos... Recentemente, cedemos dez atletas para a Seleção Brasileira de base. Pela primeira vez, não fomos à final da Copa do Brasil. Seria uma pena isso tudo terminar.”
Divulgação
Apesar do tropeço na Copa do Brasil, trabalho das jogadoras do Centro Olímpico já deu resultados em campo
As incertezas e a falta de pagamento dos últimos meses não impediram as jogadoras do Centro Olímpico de treinar ou de jogar a última Copa do Brasil. “Era uma situação que dificultava o nosso trabalho, sem dúvida, mas não usamos isso como desculpa para a derrota que tivemos para o Vitória-PE no torneio. As atletas tiveram um comportamento muito bom diante dos problemas. É claro que, sem receber salários, qualquer um perde um pouco de tranquilidade. Esperamos que isso seja resolvido para mantermos um padrão de rendimento”, comentou o treinador da equipe.
Mayara concordou: “Independentemente do resultado negativo que tivemos na Copa do Brasil, todas as jogadoras foram muito profissionais, procurando evitar que as dificuldades financeiras interferissem no trabalho. Mas toda essa situação influencia muito, sim, pois você não sabe o que vai ser da sua vida. Mesmo assim, fomos mais profissionais do que muita gente seria nesse estado”. Com a voz serena, a atleta ainda lembrou que muitas de suas companheiras desistem da profissão por casos como o do Centro Olímpico. “Conheço algumas meninas com potencial que largaram o esporte. Acontece.”
Para que o desestímulo não continue “acontecendo” no País do futebol (masculino), Arthur Elias cobra uma “articulação mais ampla, com participações efetivas do governo, da CBF e das Federações estaduais”. “Temos um apoio muito grande da Secretaria para o Centro Olímpico, por exemplo, mas agora estamos atrás do auxílio da iniciativa privada. É triste que o futebol feminino não seja levado tão a sério no Brasil, pois temos um potencial enorme de conquistas”, lastimou o técnico. “Não sei qual é a solução, mas aqueles que poderiam mudar a história de qualquer esporte de alto rendimento no nosso País mostram falta de interesse e até de respeito”, acrescentou Mayara.
Fernando Dantas/Gazeta Press
Técnico Arthur Elias não acredita no fim do projeto que iniciou, mas deverá perder algumas atletas
Para Rosana, que conheceu uma realidade diferente do futebol feminino em países como Áustria (defendeu o Neulengbach de 2004 e 2008), Estados Unidos (pelo Sky Blue, entre 2009 e 2010) e França (por Lyon, no ano passado), a mídia também tem papel significativo. A atacante chegou a rogar por apoio: “O maior problema é a falta de divulgação. Se houvesse mais visibilidade, teríamos mais patrocinadores e recursos para investir, deixando os campeonatos ainda mais atrativos. Fica um apelo para os profissionais de imprensa: ajudem-nos”.
A Seme preferiu não partilhar do pedido público de socorro. Em contato com a reportagem, garantiu através de sua assessoria de comunicação que continua engajada a manter ativo o time de futebol feminino do Centro Olímpico, para o qual já fornece toda a estrutura necessária para jogos e treinamentos – legalmente, os salários das atletas não podem ser pagos pela Prefeitura de São Paulo. O secretário Celso Jatene, contudo, não quis conceder entrevista antes do anúncio oficial do novo parceiro do projeto, prometido para o final do mês. A estreia da equipe de Arthur Elias no Campeonato Paulista será às 10 horas (de Brasília) deste sábado, no Estádio Distrital da Vila Guarani. Com ou sem patrocinadores.

quinta-feira, 14 de março de 2013

CONVOCAÇÃO DA SELEÇÃO SUB 17.


A treinadora da Seleção Feminina Sub-17, Emily Lima, convocou nesta quarta-feira, 27 de fevereiro, 24 jogadoras para a primeira etapa de treinamento em 2013. 
O trabalho na Granja Comary, em Teresópolis, será de 18 a 31 de março. A etapa de treinamento visa ao Sul-Americano Sub-17 de 2014.
Confira a lista das convocadas:
Goleira:
Quezia - Assaí/PR
Tamires - Apollo Prefeitura Municipal de Arraial do Cabo/RJ
Julia - Team Chicago/RJ
Lateral-direita:
Julia Bianchi - Kindermann/SC
Paola - Liga Cabofriense de Desporto/RJ
Zagueira:
Beatriz - Centro Olímpico/SP
Ana Paula - Apollo Prefeitura Municipal de Arraial do Cabo/RJ
Ingryd - Juventus/SP
Jamile - Centro Olímpico/SP
Lateral-esquerda:
Joyce - Centro Olímpico/SP
Nicoly - Ferroviária Araraquara/SP
Meio-campo:
Gabriela - Centro Olímpico/SP
Thaís - Kindermann/SC
Cindy - Liga Cabofriense de Desporto/RJ
Ariane - Clube Pelotas/RS
Giovana - Centro Olímpico/SP
Leticia - Centro Olímpico/SP
Gabrielle - Tiger/SP
Nathali - Team Chicago/RJ
Atacante:
Talia - Kindermann/SC
Julia - Centro Olímpico/SP
Marjorie - Centro Olímpico/SP
Kauany - Team Chicago/RJ
Luiza - Team Chicago/RJ 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

N.F.F.B...


Copa do Brasil de Futebol Feminino: resultados 8ªs-de-final
Assessoria CBF
As oitavas-de-final da Copa do Brasil de Futebol Feminino começaram neste fim de semana, com quatro jogos no sábado e outros quatro no domingo. O Centro Olímpico/SP foi o único visitante a vencer com mais de três gols de diferença e garantiu a vaga para a próxima fase. A equipe paulista goleou por 6 a 0 a Portuguesa/SP no Canindé.
No sábado, o Sport/PE derrotou o Iranduba/AM por 2 a 1 na Ilha do Retiro, em Recife. O São Francisco/BA venceu o Força e Luz/RN por 2 a 0 em Natal. Em Belém, a partida entre Esmac Ananindeua/PA x Internacional/MA terminou empatada em 0 a 0. Em São Januário, no Rio de Janeiro, o Vasco venceu por 1 a 0 o Kindermann/SC.
No Presidente Vargas, em Fortaleza, no domingo, o Vitória/PE derrotou o Caucaia/CE por 2 a 0. O São José/SP foi até Gama e empatou em 1 a 1 com Cresspom/DF. O Duque de Caxias/RJ venceu em casa o Iguaçuense/PR por 3 a 0. O Centro Olímpico/SP foi o único que já garantiu a vaga para as quartas-de-final, depois de golear por 6 a 0 a Portuguesa/SP no Canindé.
As partidas de volta serão no próximo fim de semana, com cinco jogos no sábado e dois no domingo.
Confira as partidas de volta:
Vitória/PE x Caucaia/CE, dia 2 de março, às 20h30, em Vitória de Santo Antão
Iranduba/MA x Sport/PE, dia 3 de março, às 16 horas, em Rio Preto da Eva
São Francisco/BA x Força e Luz/RN, dia 2 de março, às 16 horas, em São Francisco do Conde
Internacional/MA x  Esmac Ananindeua/PA, dia 2 de março, às 17 horas, em São Luís
São José/SP x Cresspom/DF, dia 2 de março, às 11 horas, em São José dos Campos
Iguaçuense/PR x Duque de Caxias/RJ, dia 2 de março, às 16 horas, em Foz do Iguaçu
Kidermann/SC x Vasco, dia 3 de março, às 15h30, em Caçador

N.F.F.B( Novo Futebol Feminino Brasileiro)


Seleção Feminina: trabalho duro na Granja Comary
Assessoria CBF
A Seleção Feminina chegou à Granja Comary na segunda-feira, e os trabalhos comandados pelo treinador Márcio de Oliveira continuam a todo o vapor.
Na atividade desta quarta-feira, o preparador físico Itamar Lisboa não deu descanso para as jogadoras. O treino físico no campo 3 do Centro de Treinamento da Seleção foi intenso.
Depois de as meninas suarem a camisa, foi a vez de o treinador Márcio de Oliveira e seu auxiliar, Adílson dos Santos, entrarem em campo para comandar um treino técnico-tático.
Os trabalhos na Granja Comary terminam no próximo sábado, quando a Seleção enfrentará a equipe sub-15 masculina do Fluminense, às 15h30, no CT.
Após uma semana de treino, no domingo, dia 3 de março, a delegação viajará à França para disputar dois amistosos contra as donas da casa, no dia 6, em Nancy, e no dia 9, em Rouen.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Brasileira ou Americana?


ALLAN CALDAS E MARCELO ALVES23.01.2013 08h00m
  
Ela é fã de Marta, e tem uma canhotinha talentosa como a 10 do Brasil. Mas seu futuro pode estar longe da seleção brasileira. Morando desde 2009 com a família em Orlando, a carioca Carmel Oliveira, de 12 anos, chamou a atenção dos americanos desde que chegou ao país. E eles não perderam tempo. Semana passada, bem antes de alcançar a idade limite da categoria, a meia-atacante do Florida Rush foi convocada para treinar na seleção feminina sub-14 dos EUA. A atividade foi ontem, no centro de treinamentos da US Soccer em Weston, também na Flórida. Ali no alto você já tem uma ideia de como joga a garotinha (coitada da marcadora). Agora confira no vídeo abaixo alguns gols e lances de Carmel e veja o que a nossa seleção pode estar perdendo.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

SELEÇÃO DE FUTEBOL FEMININO DE 2013.


O técnico da Seleção Feminina, Márcio de Oliveira, convocou nesta terça-feira, 5 de fevereiro, 23 jogadoras para a primeira fase de treinamento em 2013.
A delegação ficará concentrada no Hotel Bel Air, devido a obras do Centro de Treinamento da Seleção Brasileira, mas treinará na Granja Comary,
A etapa de treinamento será de 25 de fevereiro a 3 de março.
Confira a lista das convocadas:
Goleira:
Andréia Suntaque - Juventos/SP
Thaís Picarte - Centro Olímpico/SP
Nicole Nascimento - Team Chicago
Lateral-direita:
Giovânna - Centro Olímpico/SP
Poliana - São José/SP
Lateral-esquerda:
Danielli - São José/SP
Andressa Alves - Centro Olímpico/SP
Zagueira:
Bagé - São José/SP
Andréia Rosa - Centro Olímpico/SP
Bruna Benites - São José/SP
Auinã - Vitória/PE
Meio-campo:
Mayara - Centro Olímpico/SP
Érika - Centro Olímpico/SP
Luana - Centro Olímpico/SP
Maria - Vitória/PE
Formiga - São José/SP
Marta - Tyresö/Suécia
Meia-atacante:
Daiane Moretti - Foz Cataratas/PR
Atacante:
Debinha - Centro Olímpico/SP
Thaisinha - Vitória/PE
Fabiana - Rossiyanka/Rússia
Chu - Bluewings Football Club/Coreia
Giovânia - São José/SP